Não é porque se trata do primeiro Conjunto Habitacional de Goiânia, que podemos deixar desapercebida sua situação ante à expansão e especulação imobiliária da Região Sudeste. Tornar o bairro isolado, como apenas uma linha de passagem, ignorando aqueles que lá estão há quase 40 anos é um desacato. vejam a entrevista de Aurea de Souza Pantaleão, publicada no Diário da Manhã.
De fato, a periferia das cidades são os lugares de grande dinâmica da vida contemporânea, ignorar o que está lá não vai ser a solução para o crescimento da cidade, que diga-se de passagem é desordenado.
Mostrando postagens com marcador urbanismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador urbanismo. Mostrar todas as postagens
9 de jul. de 2011
17 de jun. de 2011
China e seus 800 arranha-céus....
Uma pesquisa avalia a expansão e as transformações de Beijing...Segundo a pesquisa a cada 5 dias surge um novo arranha-céu na cidade nos próximos três anos.
de um país rural e populoso, o skyline da cidade cada dia mais preenchido por inúmeros edifícios, muitas vezes, de arquitetos renomados e cada vez os mais altos do mundo.
Informações By ARQ!Bacana
de um país rural e populoso, o skyline da cidade cada dia mais preenchido por inúmeros edifícios, muitas vezes, de arquitetos renomados e cada vez os mais altos do mundo.
Informações By ARQ!Bacana
21 de mai. de 2011
O debate da arquitetura é um bom caminho para a cidade
Sérgio Magalhães sempre nos dando boas dicas de como pensar a relação entre arquitetura e cidade, e como o debate não pode esquecer nenhuma coisa nem outra. Vale a pena tirar alguns minutos para ler seu belo texto publicado no Globo, em 07/05/2011.
*Artigo publicado originalmente no Globo de 07/05/2011
A cidade é o maior artefato da cultura. E a cidade contemporânea é um fenômeno em dimensões tais que supera todas as experiências sociais precedentes.O objeto da arquitetura deixou de ser o edifício excepcional que se construía artesanalmente e tornou-se o conjunto de intervenções modificadoras do ambiente construído. A arquitetura é a cidade contemporânea em suas múltiplas conformações, desde o domicílio familiar até às grandes estruturas ambientais em escala territorial.
Com a industrialização, em resposta ao desafio das grandes demandas,a arquitetura despiu-se dos cânones, dos ornamentos, das simetrias. Voltou-se para a efetividade. Uma nova estética foi proposta. O simples, o despojado, oracional assumiram o centro da beleza. Novas tecnologias foram concebidas, compatíveis com a multiplicação.
Tudo novo, nada do que fora herdado seria compatível com os novos tempos. Os arquitetos voltaram-separa cidades ideais e edifícios exemplares,os quais deveriam cumprir o papel de faróis do futuro.
Quando o tempo das certezas absolutas ruiu, percebeu-se que a cidade que resistira à avalanche destrutiva modernista tinha valores importantes a manter. Ela já não era mais necessariamente descartável. A cidade produzida pelas multidões se manifesta em toda sua concretude.
As edificações espetaculares não resumem a arquitetura que o século XX produziu. Mas se encontra na grande cidade um dos esteios do desenvolvimento que o mundo experimentou. Foi a cidade quem deu abrigo ao sonho urbano, quem permitiu o avanço da educação,da saúde, do lazer. Por precária com que possa ser percebida, é ela a grande arquitetura deste século XXI.
Mas não é única.
Os novos tempos, diferentemente do que imaginavam os modernos, não é o lugar da padronização, mas da diversidade. É a multiplicidade que caracteriza o ambiente contemporâneo. Assim, a arquitetura é também diversa, múltipla, e acolhe inúmeras manifestações. Ela é complexa no fazer e, obviamente, no ensinar. Já não se retém nos gestos geniais autônomos. Paisagem, escala, ambiente, patrimônio são atributos que ajudam a configurar uma arquitetura contemporânea que não se apoia mais na exceção, mas na qualidade em sinergia com o existente, na contiguidade. É uma nova ética e uma nova estética.
Mas nossas cidades permanecem sob tutela de legislação calcada nos velhos conceitos. Há uma verdadeira inércia epistemológica a promover obras que nascem velhas —onde os valores se apoiam em índices inespaciais, em contas imobiliárias, referenciados ao domínio do lote, não ao contexto. Ao objeto mais do que às suas relações.
Avultam objetos arquitetônicos absorvidos na autor referência. Construções exibicionistas, na ânsia de se afirmar em ícones, ainda que vazios de significado. Quase big brothers arquitetônicos, cujos 15 minutos de fama infelizmente se estenderão por décadas.
Especialmente dos equipamentos públicos, os quais carregam consigo uma representação social, é espera-da uma atenção ao espaço coletivo.
Nesse sentido, é bem-vindo o decreto do prefeito do Rio determinando que novas construções sejam previamente avaliadas quanto ao estarem em acordo com os ambientes que as acolhem. Ele por certo evitará que outras obras-primas da insolência ambiental sejam erguidas na nossa cidade. Será tanto mais desejável que, em passo seguinte,o decreto seja transformado em lei, dando-lhe perenidade.
Estamos em um bom momento para essa reflexão
O país está crescendo, grandes recursos são destinados à construção. Infraestruturas estão sendo projetadas, aeroportos, conjuntos corporativos, bairros inteiros. Mas é preciso que cada obra seja qualificadora do ambiente. Aí, no caso das obras públicas, suas escolhas não podem continuar sendo por menor preço de projeto. Pois, em um passo seguinte,para além de aditivos na construção, transformam-se em monumentos à desconsideração da cidade.
Precisamos incorporar a dimensão contemporânea da sustentabilidade, seja na produção edilícia ou na urbana. Nesse aspecto, desde a década de 1990, o país tem tido boas experiências, o Rio, em especial, com intervenções qualificadoras do ambiente existente. Programas de urbanização de favelas e os de tratamento ambiental de centros de bairros são exemplos que se disseminam.
Mas, por complexo que se tenha tornado o fato arquitetônico, é essencial que seja compreendido na sua inteireza cultural. E o debate das expressões-limites, das arquiteturas que nos encantam e das que nos agridem,é muito desejável.
O debate da arquitetura é um bom caminho para a cidade.
Mais detalhes no blog Cidade Inteira
Confira também o blog
Assinar:
Postagens (Atom)

